30 de agosto de 2011

Exposição de fotos “Voz Travestida” se transforma em vídeo documentário

Vídeo contando história de travesti e retratos feitos no último domingo na Parada da Diversidade serão exibidos na Galeria do Teatro Municipal de Bauru
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Desde o dia 23 de agosto o público pôde conferir na Galeria Angelina W. Messenberg um pouco da vida de travestis e drag queens através de fotografias. Francine Esqueda e Marcos Leandro mergulharam nesse universo e agora apresentam a segunda parte do projeto. Um vídeo documentário e retratos feitos na 4 Parada da Diversidade formam o segundo ato de “Voz Travestida” que se inicia no dia 2 de setembro e vai até 14.

            O documentário curta metragem que possui o mesmo nome nasceu durante as conversas de Marcos Leandro com as suas fotografadas. Bruna Braga, travesti bauruense que há mais de 20 anos trabalha nas ruas, chamou a atenção do fotógrafo por conta de sua desenvoltura e quantidade de boas histórias.

            “Conversamos muito para que elas se sentissem seguras em participar do projeto e conheci a Bruna que fala muito bem. Resolvi explorar sua história simbolizando a voz de todos os travestis que tem  vidas parecidas”, conta ele. Em cerca de 18 minutos a personagem narra como foi sua infância, adolescência e a vida na rua.

            No trabalho editado pelo jornalista Paulo Eduardo Tonon, ela fala das amigas e se emociona com a família. Conta do preconceito que sempre sofreu, das dificuldades e também do lado divertido do cotidiano de um travesti. “Nós somos todos iguais. O vídeo mostra isso. Nos julgamos diferentes do outro mas não há como escapar, essencialmente temos medos e sonhos similares”, afirma Marcos.

            Fotos retratando o evento que segundo a Polícia Militar levou 37 mil pessoas à Avenida Nações Unidas, também estarão expostas. O fotógrafo passou todo o tempo atrás de imagens que representassem a festa.

            No telão, Francine irá mostrar quem passou pelos trios durante todo o domingo. Políticos, empresários, Drags, DJs e os que fizeram parte do dia colorido. As fotos que já estavam sendo exibidas continuarão na sala com o novo trabalho. A exposição vai de 2 a 14 de setembro e a entrada é grátis.


Aqui você vê algumas das fotos que farão parte da exposição.
        O vídeo será exibido apenas no local: www.flickr.com
                                                

Francine Esqueda – Antropóloga/Fotógrafa: 14 – 81119313
Marcos Leandro - Jornalista/Fotógrafo: 14 - 97489759

17 de agosto de 2011

Exposição Fotográfica “Voz Travestida” apresenta universo dos travestis


Dupla de fotógrafos apresenta imagens de Drag Queens e Travestis na Galeria do Teatro Municipal de Bauru durante Semana da Diversidade.

Agosto de 2011, Bauru

            O marginalizado cotidiano dos travestis e drag queens bauruenses é o tema da exposição dos fotógrafos Francine Esqueda e Marcos Leandro. Em comemoração a Semana da Diversidade de Bauru, as fotos serão apresentadas na Galeria Angelina W. Messenberg no Teatro Municipal da cidade entre os dias 22 de agosto e 4 de setembro. Cerca de 30 imagens compõe o trabalho que tem apoio da Secretaria de Cultura e empresas privadas.
            Abordar a questão foi a maneira que Francine e Marcos encontraram para falar sobre diversidade. “Acreditamos que trazer os travestis para perto da sociedade através de fotos seria uma ótima maneira de discutir o preconceito e a exclusão social”, afirmam os fotógrafos.  
            O projeto fotográfico será dividido em duas partes. Na primeira semana de exposição, retratos de drag queens e travestis serão mostrados. Após a Parada da Diversidade, que acontece no dia 28 de agosto no Parque Vitória Régia, fotos do evento substituirão as imagens já apresentadas. Enquanto a Parada nas Nações Unidas estiver acontecendo, as fotos estarão em uma tenda para que todos os participantes tenham acesso. 
Além da Galeria a exposição também passará pela OAB, em evento da Semana de Combate ao Preconceito e a Discriminação, realizada pela Associação Bauru Pela Diversidade, Espaço Festa, durante reunião de abertura da Semana e também na Ferrovia Municipal. Outros espaços estão negociando a extensão do período de exposição.

Francine Esqueda

Marcos Leandro

25 de julho de 2011

Leitor Entrevista/ Rede Bom Dia – na íntegra


O projeto fotográfico “Voz Travestida” foi criado pelos fotógrafos Francine Esqueda e Marcos Leandro em comemoração a Semana da Diversidade de Bauru. A exposição acontecerá na Galeria W. Messenberg, Teatro Municipal Bauru, no período de 22 de agosto a 4 de setembro de 2011. A produção pretende discutir o preconceito em torno do gênero travesti apresentan­do-os através de retratos cotidianos e divertidos. A proposta é celebrar a igualdade colocando todos no mesmo espaço.

Leitor Francine Esqueda, antropóloga e fotógrafa, 31 anos
Entrevista RUBYA BITTENCOURT: Paulo Balderramas, ator, 40 anos

1. Como é ser uma Drag Queen numa cidade do interior? Você já sofreu algum tipo de preconceito?
Eu fui a primeira drag Queen de Bauru. A primeira a pisar no Automóvel Club e a primeira a ser hostess da Cevejaria dos Monges. Minha carreira se solidificou no interior. Aqui em Bauru eu rompi com o preconceito e inaugurei a primeira casa noturna exclusiva para o público gay, trazendo as drags da época que hoje são as estrelas da noite. A imprensa, quando queria abordar o tema gay, me procurava sem pestanejar, porque nunca tive medo, vergonha ou receio de falar abertamente sobre o que eu fazia e que ramo eu trabalhava porque sempre fiz tudo isso com muita dignidade e amor, e por questões comportamentais nunca fui vítima de preconceito. Depois fiquei em Campinas, que também é interior, onde fui diretor artístico da The Club, até então, a maior boate da américa latina. Meu arrimo está no interior. São Paulo eu me dava ao luxo de me apresentar em ocasiões especiais.

2. O que significa pra você participar de um projeto como esse? Você acha que uma exposição como essa pode fazer com que haja reflexões em torno do preconceito?
Participar desse projeto significa resgatar a história gay de Bauru. Ser reconhecido pelo trajeto que criei. Eu tirei o público gay dos guetos escuros e escondidos da cidade e coloquei o entretenimento em patamares idênticos à de uma casa exlusivamente "hetero". Eu abri portas. Eu coloquei peruca na cabeça e dei cara a tapa numa sociedade que via as drags queens como travestis coloridas. A mentalidade de hoje está diferente, mas o preconceito sempre vai existir porque a imagem da drag queen está em extinção pela própria banalização da função. Eu nunca quis ser mulher. Eu sou ator que me caracterizo de mulher para levar diversão ao público.
A ideia da exposição é válida como forma de esclarecimento para a abordagem que cada um tem no desempenho na sociedade. Todos são diferentes. Não somos clonados e a partir daí se solidifica a interação humana.  

3. O que vc acha da abordagem das telenovelas em relação a homoxessualidade?
Acho abordagens apelativas, onde as emissoras pensam somente no ibope que a cena vai dar no dia. Tiveram que explodir um shopping para matar o casal lésbico de Torre de Babel. Aguinaldo Silva é contra o beijo gay na telenovela brasileira, mas abordam temas tão relevantes e ninguém se sente ofendido. A demostração do amor entre pessoas do mesmo sexo ficou comparada a promiscuidade que a sociedade nos enxerga. Mas eu encerro essa entrevista com um pensamento de Lima Barreto: 

"Se nós tivéssemos sempre a opinião da maioria, estaríamos ainda no Cro-Magnon e não teríamos saído das cavernas. O que é preciso, portanto, é que cada qual respeite a opinião de qualquer, para que desse choque surja o esclarecimento do nosso destino para a própria felicidade da espécie humana."

Jornal Bom Dia – Bauru. 24 de julho de 2011.

14 de fevereiro de 2011

Infinito Particular - Marisa Monte

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

21 de dezembro de 2010

Inge Morath - fotografia

Filha de cientistas, nascida na Áustria em 27 de maio de 1923 e naturalizada americana, Inge Morath estudou na França e na Alemanha obtendo em 1944 o diploma em línguas românticas pela Universidade de Berlim. Começou sua carreira como jornalista para várias revistas. Foi tradutora, intérprete e redatora da United States Information Service na Áustria e em 1949 entra na Magnum - agência de fotógrafos - como redatora e documentalista. Em 1951, com quase 30 anos, instalada em Londres, ela decide tornar-se fotógrafa e partir em missões na Europa, África do Norte e Oriente Médio. Em 1962 instala-se em Nova York e no Connecticut, e apartir daí, Inge Morath faz sua primeira viagem a URSS e viagens frequentes à China, recebendo o Doutoramento Honoris Causa em Belas Artes da Universidade de Connecticut. Em 1992 recebe o grande prêmio da Áustria de Fotografia.

Inge Morath morreu de câncer em Nova York aos 30 de janeiro de 2002, aos 78 anos. Uma Fundação com seu nome foi criada por sua família em 2003 para preservar e compartilhar seu legado. Em homenagem a Morath os membros da Magnum Photos estabeleceram a Inge Morath Award em 2002. A premiação anual é administrada pela Fundação Inge Morath, e é dada a uma fotógrafa (mulher) com idade de 30 anos, para apoiar os trabalhos para a conclusão de um projeto de longo prazo.

*A Magnum Photos surgiu liderada pelo fotógrafo Húngaro Robert Capa. Sempre foi uma agência em forma de cooperativa onde fotógrafos associados decidem os rumos e as orientações dos trabalhos a serem realizados. A partir dessa experiência, diversas agências em todo mundo foram surgindo e se concretizando.

3 de setembro de 2010

JR DURAN


Meu fotógrafo preferido
É muita luz... Nascido em Barcelona em julho 1952, Josep Ruaix Duran veio para o Brasil em janeiro de 1970. Hoje reside em São Paulo trabalhando como nunca! É ligado a agências de publicidade e a todas as revistas de moda do país, inclusive com a revista Playboy. Seu iluminado trabalho contribui para as revistas de todo o mundo, como Elle França, Espanha, Itália, Vogue Espanha, Alemanha, Glamour, Marie Claire Espanha, Madame Figaro, entre outras.
O Mago das lentes fez exposições como “Beijos Roubados” e “Passageiro Distante”, publicou os livros “As melhores fotos” e “18 Fotos”, por fim, em 2000 lançou o romance Lisboa. Depois de muitos Prêmios “Abril de Jornalismo”, Duran ganhou um “hors concours”, pois tinha ganhado prêmios demais e assim não poderia continuar concorrendo, é mole? E vem muito mais por ai! O homem não para!
- Quando eu crescer quero ser como ele! 

www.jrduran.com.br
Twitter: @jotaerreduran

27 de abril de 2010

Dia de terapia

Capítulo II - Satisfeita, mas com resultados desejados, AINDA não!

Nem sei explicar o que senti quando percebi que as coisas vão de bem a melhor... Enquanto a humanidade caminha com passos de formiga e sem vontade, a minha vontade é gigante.. Estou cultivando a mais pura e tranqüila paciência, porque a sensação de obter resultados através dela não tem preço. Junto vem a sensação que revigora e faz você descobrir poucos e bons amigos. Confiáveis de verdade, que torcem, criam expectativas, transmitem bons pensamentos e dizem coisas como: “eu não servia para estar no seu lugar, acho que teria estuprado a causa... Não me conformo!”... É nessa hora então, que você se sente forte, ganha estímulos e segue ainda mais confiante, estável e divertida...

Dar satisfação, entrar em conversas demasiadamente emotivas e ficar pensando no que as pessoas vão pensar de você, é tudo besteira! Vai ser feliz!!! A felicidade reflete, contagia e atrai mais felicidade... É estranho dizer isso, mas quando você perde o medo de perder aquilo que nunca teve, tudo é superado e fica mais fácil de alcançar seu objeto. Vai em frente. Não importa o que faça ou como faça, o importante é fazer.

Observação, atitude e confiança são garantias de retorno certo! Mas não pense que é tudo muito simples. Como se você pudesse observar, acreditar, agir e já colher resultados. O problema maior é ter autocontrole. Seu poder só será notável quando tiver controle sobre si mesma. (Isso, infelizmente eu ainda não tenho.) Não é fácil! Ainda mais quando você quer porque quer e sabe que não vai desistir.  A expectativa pode te fazer “amolecer” e quando você dá espaço para a ansiedade, é aí que você perde o controle... Oras, se até o mais cretino e cafajeste dos mortais tem sentimentos, por que eu não posso deslizar? Não pensem que eu deslizei! Sou de carne e osso, mas venho resistindo as tentações.

Se você acredita que pode conseguir, você vai conseguir...

9 de abril de 2010

Dia de terapia

Terapia Própria
Depois de alguns meses, análises, leituras e reflexões consegui, em partes, me acalmar e entender o porquê de uma certa pessoa manter uma certa distância... Não pode ser medo de mim... Tudo bem que foi algo diferente do convencional...
No começo achei que ser direta, mostrando meu literal “desinteresse” seria a forma mais clara de dizer que gosto o suficiente da minha vida para cuidar bem dela e não perder tempo com a dos outros... Mas isso não foi uma boa idéia! Percebi que até o mais cafajeste dos mortais pode se assustar!
Então você só recebe frieza, silêncio, tentativas para impressionar, recuo, rejeição... Claro que qualquer um se questiona diante disso! Eu questionei, mas segui... E vou até entender... Ou até que uma das partes desista... Não abriria mão das minhas vontades... Óbvio que não quero me afirmar, tão pouco dar espaço para que façam o mesmo. O que quero é de coração, pelo prazer de viver, de presentear e provocar sorrisos, ainda mais um sorriso lindo e mágico, daqueles que me amolecem...
Enfim, o tempo passou e continua passando. Agora, resolvi dar um tempo para o medo e o nervoso alheio. Vou refletir de longe e sozinha enquanto alguém me estuda e observa... Quem sabe assim algo pode mudar!

Sendo assim, ficaremos cada um na sua... mas com alguma coisa em comum.

1 de abril de 2010

DIA DA MENTIRA

Não é mentira... É "dia de terapia"!!!
Li e reli muitas coisas que escrevi e vi que esses posts as vezes são melhores que um bom amigo. A maioria de vocês todos que passam por aqui entendem e se encaixam perfeitamente nas "paranóias" vividas! Cada um tem uma história para comparar! E isso é fascinante... Assim como ter esperanças no amanhã, saber que após a noite vem o dia e que qualquer um pode viver intensamente as emoções!

10 de outubro de 2009

Ninguém escolhe ser Homossexual


( Ensaio Fotográfico - Drag Giovanna Gery - por Francine Esqueda)
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Uns acreditam que a homossexualidade é um conflito psíquico, uma doença. Outros apenas toleram porque têm amigos gays, ou porque não se importam de carregarem a culpa por suas diferenças. Alguns pais gostariam que seus filhos não fossem homossexuais e, entre os homossexuais, sofrem mais aqueles que escondem sua opção: pelo medo da rejeição familiar, devido ao cargo que ocupam no trabalho ou pelo constrangimento do preconceito que os excluem e faz com que sejam desiguais perante toda a sociedade.
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O preconceito contra os homossexuais é mais forte do que imaginamos. Enquanto hoje, começamos a valorizar e respeitar a mulher e as etnias dentro da sociedade, vemos com freqüência pessoas evitarem o contato com homossexuais, cercando-os de desconfianças e indiferença; dosando de forma discreta suas relações com pessoas que amam pessoas do mesmo sexo; rotulando e discriminando esses grupos e até mesmo os lugares onde eles freqüentam.
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O mundo busca avanços, tecnologia e modernidade e, enquanto falamos de direitos, igualdade, diversidade, inclusão, combate ao preconceito e à discriminação, a realidade é que as atitudes em geral são completamente opostas ao discurso que a sociedade prega. Toda essa ignorância, intolerância e vergonha do homossexual discriminam o ser humano na sua totalidade e o amor que ele quer expressar.
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Ninguém escolhe ser homossexual: tenho amigos homens, gays, que dizem que se Deus, ao nos mandar à Terra, nos desse a chance de escolher, eles apertariam o botãozinho escrito: “quero ser homem”. Afinal, não é fácil buscar a auto-aceitação; manifestar-se de forma diferente; assumir comportamentos, desejos emocionais e sexuais perante uma sociedade tão machista e preconceituosa.
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Falar da homossexualidade não é apenas focar isolamentos e preconceitos ou fazer relação com hormônios e traumas psicológicos. Não podemos criar fantasias, mitos e estereótipos, tampouco aceitar justificativas desse tipo ou explicações científicas para conceder direitos aos homossexuais, os quais continuam excluídos da cidadania plena.
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Compreender o que é a homossexualidade é disponibilizar carinho, diálogo, integração e suporte. Ela deve ser entendida como uma forma natural de orientação sexual. Sua origem ainda é um mistério para todos nós, não sabemos se ela é definida pelo ambiente, pela genética ou pelas duas coisas, mas sabemos que sempre foi presente em toda a história da humanidade. Por tudo isso é tão importante o apoio de familiares e amigos, o que diminui a violência, os períodos de cobrança e solidão, o peso das piadinhas e dos comentários maldosos.
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Importante também são os movimentos que lutam pelos direitos dos homossexuais, como a Parada da Diversidade, que tem como objetivo diminuir o preconceito e a discriminação, principalmente contra os homossexuais, Esses movimentos mostram que cresce o número de participantes e simpatizantes todos os anos, nas capitais do Brasil e agora no interior dos Estados, como é o caso da nossa cidade, Bauru-SP. O preconceito e o sofrimento existem porque não há aceitação e... ACEITAR é dar a todos os seres humanos o direito de liberdade, igualdade, privacidade e dignidade.
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Escrito por Francine Esqueda 22 Setembro 2009

2 de setembro de 2009

Aula de português


A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.


Carlos Drummond de Andrade

28 de agosto de 2009

Noturno de Belo Horizonte

O carioca fala diferente do nordestino, que, por sua vez não tem a pronúncia igual à de um gaúcho. Dependendo de onde você vive e por quanto tempo vive, você cria uma pronúncia característica. O famoso sotaque... o mineiro, paulista, nordestino... Neste nosso lindo e imenso país observamos formas distintas de falar. Identificamos tais variações através do som das palavras, nos vocabulários, expressões e estrutura de frases. Ricas e engraçadas diferenças que chamamos de variações geográficas.

Noturno de Belo Horizonte
... Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais?
Que tem si o quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro norte?
Juntos formamos este assombro de misérias e grandezas,
Brasil, nome de vegetal!...
(Mário de Andrade)

5 de agosto de 2009

Barroco - Gregório de Matos

Gregório de Matos nasceu em Salvador - BA em 1636. Faleceu em Pernambuco, em 1696. De família abastada, estudou com os jesuítas de Salvador. Com 14 anos, embarcou para Portugal com o propósito de estudar Direito. Interrompeu sua carreira de juiz para voltar ao Brasil e ser considerado o maior poeta barroco brasileiro. Conhecido como "O Boca do Inferno", sua obra permaneceu inédita por muito tempo. Suas obras são ricas em sátiras, escreveu coisas ferinas contra padres e freiras, chegando mesmo a usar palavrões em pleno século XVII. Além de retratar a Bahia com bastante irreverência, o autor não foi indiferente à paixão humana e religiosa, à natureza e reflexão.
Você sabe mais sobre Gregório de Matos?

7 de julho de 2009

Antidepressivo do Dia

Um homem de 29 anos, executivo, senta-se na poltrona do avião com destino a New York e... maravilha... uma Deusa morena sentada junto à janela. Após 15 minutos de vôo ele não se contém:
- É a 1ª vez que vai a New York?
- Não, é uma viagem habitual.
- Trabalha com moda?
- Não, viajo em função de minhas pesquisas. Sou sexóloga.
- Suas pesquisas dedicam-se a quê?
- No momento, pesquiso as características do membro masculino.
- A que conclusão chegou?
- Que os Índios são os portadores de membros com as dimensões mais avantajadas e os Árabes são os que permanecem mais tempo no coito. Logo, essas etnias são as que proporcionam mais prazer às suas parceiras. Oh! Desculpe-me Sr, eu estou aqui falando sem parar e nem sei seu nome...
- Mohammed Pataxó! Às suas ordens.